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sábado, 12 de junho de 2010

Voltar atrás...

De que me posso queixar?!

Troquei as cartas do baralho,

não joguei da forma mais honesta…

Paulatinamente, fui entorpecendo,

provei o sabor a fel da solidão

pois optei pelo silêncio.

Acusei dezenas,

Julguei centenas,

Sem nunca reflectir: “- E eu?”

Provavelmente provoquei,

Se calhar mereci…

No entanto, permaneci incólume.

Procurei perdão,

mas era tarde.

Como vou recuperar o sentimento

que se quebrou por acordo tácito?

Natal...PROCURA-SE!

Naquela noite pacífica e fugidia,

o vento bailava e batia na janela adornada.

Espreitei, lá fora nenhuma vivalma se via,

cá dentro, das dez, a última badalada ouvia.

Saí para uma curta caminhada,

tudo estava colorido, tudo estava brilhante.

Pairava no ar a alegria, uma paz imaculada,

a das famílias a celebrar a noite abençoada.

Nesta minha solitária cruzada,

ouvi de repente, um ruído estranho e estridente.

Algo gemia quando dobrava a encruzilhada,

era um pequeno cachorro, que de frio, enregelava.

Aproximei-me e fiquei perturbada,

o pobre cão estava magro que doía.

Fiz-lhe na fronte uma festa e fiquei aliviada.

Pensativa, segui o meu caminho mas sentia-me culpada.

Já perto do lar, vi que o escanzelado cão me seguia.

Detive-me por uns momentos e não mais hesitei,

recolhi a criatura com toda a dignidade e cortesia.

Alimentei-o e aconcheguei-o, logo se recompôs como por magia.

Foi então que percebi, o que há de mais belo,

pois encontrei o verdadeiro Natal solidário.

Com um gesto simples e singelo,

celebrei como ele a partilha, pus nele todo o meu zelo.

Para a minha mãe...

Querida Mãe,
Com doces e serenas palavras
Dizes-me que sou a menina dos teus olhos,
Com carícias e longos abraços
Dizes-me que sou o enlevo do teu coração,
Creio em ti e sinto-me feliz.
Mas corajosa Mãe,
Se tudo isto eu sou, a ti o devo
Tu que me transmitiste a vida e és a guia do meu caminho.
Agradeço-te e com ternura quero-te dizer
Que és única e especial
Adoro-te e com ousadia quero-te pedir
Para ser o rosto e a voz da tua alma.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vejo no vosso olhar...

Na profundidade do vosso olhar,

vejo uma chuva de luz ígnea e intensa.

Dois portais num alegre deslocar,

como a energia de uma maré imensa.

Na contemplação do vosso olhar,

é constante o renovar do amor que comigo partilhais.

Com a vossa incansável ajuda, cresci, sem nunca vacilar.

Caminho, serena e segura, sabendo que me observais.

Contudo, se me repreendeis com o vosso olhar

na censura de qualquer atitude ou afastamento,

com sabedoria e experiência, sabeis-me aconselhar,

compreender e acarinhar para que cesse o sofrimento.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Primavera do Amor «3



- Faz de conta que sou abelha…

- Eu serei a flor mais bela!

- Mas ainda não conheço a face da tua singular beleza…

- Isso é porque ainda sou muito nova.

- Estou ansiosa e contigo quero ficar!

- Aguarda, pois em breve, de cor escarlate irei brilhar.

- E, demorarás muito a desabrochar?

- Será na Primavera, quando tudo se renova, que irei brotar.

-Então quando ela chegar, comigo queres namorar?

- O que é namorar?

- É estar junto, agradar e nunca se separar.

- Gosto da ideia! E é só isso?

- Se quiseres também te posso polinizar…

- O que é polinizar?

- É a forma que uma abelha tem de amar uma flor.

- E o que é amar?

- É beber do teu pólen, do teu ser e ser feliz.